top of page

Polícia Federal diz que gestores do AmazonPrev receberam cerca de R$ 600 mil sem origem comprovada

  • Foto do escritor: Portal Memorial News
    Portal Memorial News
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Por Juca Queiroz - Redação

com informações da Polícia Federal

Fotos: Divulgação


Três servidores da Amazonprev, identificados como Claudinei Soares, Cláudio Marins de Melo e André Luis Bentes de Souza, são investigados por receberem cerca de R$ 600 mil em transferências bancárias sem origem comprovada, de acordo com as investigações da Polícia Federal. A operação "Sine Consensu" ocorreu nesta sexta-feira (6), nos estados do Amazonas e Rio de Janeiro.


Segundo a Polícia Federal, os investimentos chegam a R$ 390 milhões. Eles foram feitos entre junho e setembro de 2024 em letras financeiras de bancos privados. A apuração aponta indícios de gestão temerária e corrupção ativa e passiva.


Os valores recebidos pelos beneficiários, partiram da empresa ALFA A Consultoria e Gestão de Frota Ltda, sediada em Niterói (RJ), pertencente a Sávio Loyola e Silva. Segundo a PF, a empresa apresentou movimentações financeiras consideradas atípicas para o seu perfil econômico e sem relação com sua atividade declarada.


O relatório aponta que Claudinei Soares e Cláudio Marins realizaram operações sem aprovação formal do colegiado e sem registro em ata. As decisões foram tomadas diretamente por Claudinei, então gestor de recursos, sem aprovação da Diretoria ou da Presidência, em afronta às normas internas da Amazonprev.


O documento aponta que os três gestores figuram como principais beneficiários de pagamentos suspeitos, sugerindo, em tese, que houve repasse dissimulado de vantagens indevidas.


A auditoria do Ministério da Previdência identificou cinco operações suspeitas:


  • Banco Master – R$ 50 milhões (junho/2024);

  • Banco Daycoval – R$ 50 milhões (agosto/2024);

  • Banco BTG Pactual – R$ 40,7 milhões (setembro/2024);

  • Banco C6 Consignado – duas operações de R$ 125 milhões cada (setembro/2024).


Em alguns casos, as aplicações foram feitas sem aprovação formal da diretoria ou do Comitê de Investimentos e até com bancos não credenciados pelo Ministério da Previdência.


Intermediação das aplicações


As operações foram intermediadas pelas corretoras Terra Investimentos e Mirae Asset. Segundo a Polícia Federal, as duas foram utilizadas de forma reiterada nas aplicações sem demonstração de critérios objetivos para a escolha ou comparação de custos e riscos.


A auditoria do Ministério da Previdência também identificou falhas de governança, fragilidades no processo decisório e descumprimento de normas de gestão.


Em nota, a Fundação Amazonprev informou que está colaborando com as investigações e permanece à disposição para prestar todas as informações solicitadas pelos órgãos. O órgão esclarece que, dos três alvos da operação, dois servidores pertencentes ao quadro efetivo do órgão já foram afastados das funções. O terceiro citado, que ocupava cargo em comissão, não integra mais os quadros da instituição desde 2024.


A instituição reforça ainda que as aplicações não representam riscos para o pagamento dos benefícios de aposentados e pensionistas do estado, uma vez que o Fundo de Previdência do Amazonas (FPREV) apresenta superávit atuarial de 1,7 bilhão, atualmente com recursos acumulados em mais de 11 bilhões de reais. O saldo é suficiente para garantir o pagamento de todas as aposentadorias e pensões do presente e os benefícios futuros dos servidores atualmente na ativa.



Comentários


2840829212460406419.png

Anuncie Conosco

16586903512993078937.jpg
banner-bemol-farma.avif
SELECAO-1280X720-6.webp
expediente plub.jpg
reuters-logo-white.png
idJkrtlFE9.png
ef18f89b27240567f8797ff0ea8b7974.jpeg
exp.jpg
bottom of page