23h59: "A área que mais acertei foi na Saúde". 0h01: Bebê cardiopata de 4 meses morre à espera de cirurgia na fila da Saúde do Governo do Amazonas
- Portal Memorial News

- há 2 horas
- 2 min de leitura

Por Juca Queiroz - Redação
Jornalista MTB 088 DRT-AM
Fotos: Reprodução
A locutora de rádio Andreia Campos Bertolino, 38 anos, denunciou o descaso que sofreu junto com a filha, a bebê cardiopata Valentina Bertolino, de apenas 4 meses de idade, que faleceu no dia 23 de fevereiro, em decorrência de sintomas gripais, adquiridos no inteior do Hospital do Coração Francisca Mendes (HCFM), de responsabilidade da Secretaria de Saúde no governo Wilson Lima (UB).
De acordo com informações repassadas por Andreia, no dia 4 de fevereiro sua filha Valentina deu entrada no hospital para realizar um ecocardiograma. Ela nasceu com Persistência do Canal Arterial (PCA) e precisava de uma cirurgia. O médico que a atendeu, sugeriu que a internasse de imediato.
Valentina foi submetida aos exames pré-operatórios e, segundo a mãe, tiraram nota dez em tudo. A criança ficou na ala semi-intensiva, em ala isolada. Após alguns dias, o médico colocou outra criança de 9 anos com sintomas gripais na mesma ala que Valentina.

“No dia 4 de fevereiro, levei minha filha ao hospital Francisca Mendes para fazer um ecocardiograma. O médico sugeriu internação e exames pré-operatórios, nos quais tiramos nota dez em tudo. Foram 19 dias de luta! Minha filha não perdeu a luta para o coração, ela perdeu a vida para a negligência, para o autoritarismo médico e para um sistema que a tratou como um número, e não como um bebê que precisava de socorro”, enfatizou Andreia.
Ainda segundo Andréia, que conhecia a fragilidade da filha, avisou funcionários da unidade que colocá-la junto de uma criança mais velha e com sintomas gripais, não daria certo. O médico no entanto afirmou que “sabia o que estava fazendo.
“A Valentina aguardava a cirurgia em uma ala isolada, mas sempre que eu ia questionar, a resposta era a mesma, não há leito na UTI. No meio dessa espera angustiante, a imprudência deu as caras. Um médico decidiu colocar uma outra criança de 9 anos com sintomas gripais no mesmo ambiente que a minha filha, uma bebê cardiopata de 4 meses. Falei para o médico que isso não daria certo, ele falou na maior arrogância que sabia o que estava fazendo", revelou a mãe.
De acordo com a denunciante, a bebê começou a apresentar sintomas gripais. “A Valentina gripou, e aí foi tarde demais. Tiraram a outra criança que estava infectada mas foi o mesmo que nada”, disse.
Nos dias posteriores, os profissionais realizaram procedimentos invasivos, cateteres e tentativas desesperadas de corrigir o que a negligência causou.
"Foi preciso que uma enfermeira, em um ato de humanidade me alertasse: tire sua filha daqui! Somente quando minha filha já estava em estado crítico, é que o leito apareceu. Já era tarde demais. Minha filha veio a óbito. Não aceitaremos jamais que a morte de um bebê seja tratada como 'fatalidade'. Minha Família está destroçada. o Luto é imenso. Queremos justiça", finaliza Andreia aos prantos.
















Comentários