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Sinteam cobra Roberto Cidade e diz que reajuste de 4,14% da Educação não foi pago na folha de junho

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    Portal Memorial News
  • 3 de jul.
  • 2 min de leitura

Por Juca Queiroz - Redação

Jornalista MTB 088/DRT-AM

Foto: Divulgação/Arquivo SECOM


O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) afirmou que o reajuste salarial de 4,14% prometido pelo governador Roberto Cidade (União Brasil) não foi incluído na folha de pagamento de junho, como havia prometido o chefe do executivo estadual.


Em vídeo divulgado nas redes sociais no dia 26 de junho, a presidente do Sinteam, Ana Cristina Pereira Rodrigues, disse que, após o anúncio do reajuste, o governo alterou o cronograma de pagamento.


“O Governo do Estado anunciou o pagamento da data-base dos trabalhadores de 2026. Entretanto, no dia seguinte, mudou o mês do pagamento”, afirmou.


No último dia 23 de junho, durante uma entrevista coletiva, Roberto Cidade anunciou a concessão da data-base de 4,14% e afirmou que o pagamento seria realizado ainda em junho, com o retroativo referente aos meses de março a junho sendo quitado em julho.


“Vamos pagar a nossa data-base no percentual de 4,14% e nesse mês de junho e no mês de julho nós já vamos pagar o retroativo de março pra cá”, declarou o governador na ocasião.


Segundo o sindicato, a folha de pagamento foi encerrada sem a incorporação do reajuste, o que frustrou a expectativa de servidores da rede estadual que ainda contavam com o aumento para equilibrar o orçamento familiar.


Para a presidente do Sinteam, mesmo após a implementação da data-base, a remuneração da categoria vai continuar abaixo das perdas acumuladas nos últimos anos.


“Mesmo quando esse pagamento chegar, o nosso salário já vai estar defasado demais, pois em 2022 a nossa data-base foi paga parcialmente, em 2023 não foi pago nenhum percentual. Portanto, esse acúmulo já deixa o nosso salário muito defasado”.


Ana Cristina também chamou atenção para outras reivindicações antigas da categoria, como o congelamento do vale-alimentação.


“Nosso vale-alimentação não tem reajuste há seis anos. Está impossível para o trabalhador em educação conseguir se alimentar direito com esse valor”.


Fundeb


Outra crítica do sindicato foi o anúncio de um possível pagamento de abono com recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).


Para Ana Cristina, antes da distribuição de qualquer abono, o governo precisa cumprir as obrigações permanentes com os servidores.


“Esse anúncio pode ser feito, entretanto, ele tem uma ordem. Se paga a data-base no mês correto, se paga o ganho real, se faz o enquadramento na horizontal e na vertical corretamente e de forma automática. Aí sim, se sobrar recurso, faz o rateio e paga o abono”.


Na avaliação da presidente do sindicato, inverter essa ordem pode gerar interpretações equivocadas sobre a finalidade do benefício. “Se não fez nada disso, isso tem nome, isso se chama politicagem. É preciso tomar cuidado para que não estejam fazendo daquilo que é direito nosso algo que vá se tornar ilegal”.

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