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Polícia Federal prende sargento da PM e venezuelano de movimentar ao menos R$ 70 milhões para facção no AM

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    Portal Memorial News
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Da Redação - Memorial News

Via Asscom PF

Foto: Asscom PF/Arquivo


Policiais federais da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amazonas (FICCO/AM), prenderam na manhã desta quinta-feira (23), o sargento da Polícia Militar do Amazonas Roosevelt Moraes Pires Júnior e o venezuelano Ramon Arturo Badillo Carrasco, durante a Operação Torre 7, que investiga o núcleo financeiro de uma organização criminosa com atuação no Amazonas. As prisões ocorreram na cidade de São Paulo.


Segundo as investigações, eles são apontados como sócios e responsáveis por uma casa de câmbio em Manaus, utilizada para movimentar recursos ilícitos, especialmente por meio de criptomoedas.


De acordo com a Polícia Federal, a empresa operava sem autorização do Banco Central e era usada para receber valores relacionados ao transporte de drogas e lavar dinheiro de lideranças da facção Comando Vermelho.


Os dois suspeitos teriam movimentado cerca de US$ 72 milhões em criptomoedas ligadas ao grupo criminoso. Além disso, a empresa investigada teria recebido aproximadamente R$ 3 milhões de pessoas associadas à facção, apontam as investigações.


Durante a operação, também foram apreendidos cerca de US$ 5 milhões em ativos digitais.


Um terceiro investigado, Kelisson Rego da Silva, conhecido como “Loirinho”, é considerado foragido. Ele é apontado como um dos chefes do Comando Vermelho e estaria utilizando contas da casa de câmbio para receber pagamentos do tráfico de drogas.


A operação Torre 7 é desdobramento de fases anteriores, nas quais foram identificadas e presas lideranças da organização criminosa, bem como investigados atuantes, especificamente, em lavagem de dinheiro.


Nesta fase, destaca-se a utilização de criptomoedas como ativo para o pagamento de ilícito, bem como para a lavagem dos recursos obtidos. Até o momento, foram apreendidos cerca de 5 milhões de dólares nesses ativos.


Na investigação, identificou-se uma casa de câmbio pertencente aos investigados, que operava sem autorização do Banco Central, e que movimentou milhões de reais na lavagem de recursos do grupo criminoso.


Ao todo, estão sendo cumpridos três mandados de busca e apreensão e três de prisão preventiva, além da efetivação de medidas de sequestro de bens. Os mandados são cumpridos na cidade de São Paulo/SP.


A FICCO/AM é composta pela Polícia Federal, pela Polícia Rodoviária Federal, pela Secretaria de Estado e Segurança Pública, pela Polícia Civil do Amazonas, pela Polícia Militar do Amazonas, pela Secretaria Executiva-Adjunta de Inteligência, pela Secretaria de Administração Penitenciária e pela Secretaria Municipal de Segurança e Defesa Social.



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