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Polícia Federal e PGR vão cruzar proposta de delação de Vorcaro com provas colhidas em seu celular

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    Portal Memorial News
  • há 7 horas
  • 2 min de leitura

Da Redação - Memorial News

Via Agência Estado

Foto: Reprodução


Os investigadores da Polícia Federal e da PGR (Procuradoria-Geral da República) vão cruzar as informações da proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro com as provas já colhidas no celular do banqueiro e em outras frentes de apuração da Operação Compliance Zero, para verificar se ele apresentou fatos novos em seu relato.


Esse vai ser o primeiro passo a ser tomado após a entrega da proposta de delação. Ainda não foram colocados na mesa assuntos como tempo de pena ou valores de ressarcimento.


A defesa do banqueiro entregou aos investigadores um documento contendo um conjunto de temas a serem abordados na delação premiada, os chamados “anexos”.


Cada um dos anexos trata de um fato diferente e apresenta um relato resumido do que Daniel Vorcaro tem a dizer sobre o assunto, acompanhado da descrição de possíveis meios de prova. O conteúdo do material está sob sigilo.


Esses fatos serão cruzados com todo o conjunto de provas já obtido na Operação Compliance Zero, para verificar se as informações são inéditas e justificam uma colaboração premiada. Não há um prazo para que esse trabalho termine, mas os investigadores vão dar prioridade a essa análise e não querem que o processo demore excessivamente.


Foi com base no celular de Vorcaro que a PF deflagrou as duas últimas fases da Operação Compliance Zero, resultando na segunda prisão do banqueiro e na prisão do ex-presidente do BRB (Banco Regional de Brasília) Paulo Henrique Costa.


Os diálogos mostraram, por exemplo, que Vorcaro usava uma espécie de milícia armada para ameaçar adversários, tinha meios de invadir sistemas de órgãos de investigação e acertou o pagamento de R$ 146 milhões em imóveis para Paulo Henrique Costa.


Nesse estágio, a proposta de delação ainda não é acompanhada de documentos de corroboração nem envolve discussão sobre tempo de pena ou valores de ressarcimento.


Ao final dessa primeira análise, a PF e a PGR vão responder se têm interesse em um acordo de colaboração premiada do dono do Banco Master ou se rejeitam o acordo.


Caso os investigadores considerem que os fatos são realmente inéditos e decidam dar prosseguimento à delação, a mesa de negociação será aberta para tratar dessas cláusulas do acordo.


Depois que os dois lados chegarem a um consenso, os investigadores vão tomar os depoimentos de Vorcaro sobre cada um dos anexos. Além disso, sua defesa deve entregar documentos e provas de corroboração.


Com tudo isso alinhado, o acordo de colaboração premiada pode ser assinado e enviado ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, a quem cabe dar a chancela jurídica ao documento. O acordo só surte efeitos e tem validade após a homologação do ministro.

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