'Operação Verniz': Polícia Federal investiga Wilson Lima por suspeita de lavagem de dinheiro na compra de R$ 574 mil em móveis


Por Juca Queiroz - Redação
Jornalista MTB 088/DRT-AM
Fotos: Reprodução/Montagem
MANAUS/AM - A Polícia Federal (PF), deflagrou na manhã desta terça-feira (20), a 'Operação Verniz' para investigar suspeitas de lavagem de dinheiro na compra de móveis que teriam sido destinados a uma residência usada por Wilson Lima, ex-governador do estado. A operação é um desdobramento da Operação Sangria.
A investigação apura a origem de R$ 574.526,34 usados na compra de móveis entre fevereiro e setembro de 2020. A PF cumpriu mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça.
As compras e os pagamentos teriam sido intermediados pelo arquiteto responsável pela obra, que é alvo do mandado de busca. A investigação busca esclarecer a participação dele nas transações e no uso dos dados de terceiros.
Segundo a PF, os pagamentos teriam sido feitos em dinheiro, enquanto as notas fiscais foram emitidas em nome de cinco pessoas. A maioria delas era formada por prestadores de serviços que trabalharam na reforma do imóvel.
Os investigadores também apuram a origem dos recursos e se houve tentativa de ocultar ou dissimular a origem, a movimentação e o destino do dinheiro usado nas aquisições.
O material apreendido será submetido a perícia e análise dos investigadores para auxiliar no andamento do caso.
A investigação teve origem em apurações sobre a compra de respiradores durante a pandemia, quando a Polícia Federal identificou suspeitas relacionadas ao patrimônio do então governador Wilson Lima.
Na época, a investigação apurava suspeitas de que R$ 574 mil em dinheiro vivo teriam sido usados para pagar móveis e serviços na reforma da residência onde Wilson Lima morava com a então primeira-dama, Taiana Lima, em Manaus.
NOTA DA POLÍCIA FEDERAL
A Polícia Federal (PF), informA que deflagrou, nesta terça-feira (20/10), a Operação Verniz, desdobramento da Operação Sangria, para investigar possíveis práticas de lavagem de dinheiro relacionadas à aquisição de móveis destinados a uma residência utilizada por um ex-agente político no Amazonas.
A ação cumpre um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça. A investigação apura a origem de R$ 574.526,34 utilizados na aquisição de mobiliário entre fevereiro e setembro de 2020.
Segundo as investigações, os pagamentos teriam sido realizados em espécie, enquanto as notas fiscais foram emitidas em nome de cinco pessoas, em sua maioria prestadores de serviços que atuaram na reforma do imóvel.
As compras e os pagamentos teriam sido intermediados pelo arquiteto responsável pela obra, alvo da medida judicial. A investigação busca esclarecer a participação dele nas transações e na utilização de dados de terceiros.
As diligências também buscam identificar a origem dos recursos e verificar possíveis atos de ocultação ou dissimulação da origem, da movimentação e da destinação dos valores empregados nas aquisições.
O material eventualmente apreendido será submetido à análise pericial e investigativa para subsidiar o prosseguimento das apurações.
















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