'Operação Tormenta': Polícia Civil prende agiotas, 'cobradores' e membro de igreja, desarticulando esquema de agiotagem em Manaus
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'Operação Tormenta': Polícia Civil prende agiotas, 'cobradores' e membro de igreja, desarticulando esquema de agiotagem em Manaus

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  • há 3 horas
  • 2 min de leitura

Por Juca Queiroz - Redação

Via Asscom SSP-AM

Foto: Erlon Rodrigues/PC-AM


A Polícia Civil do Amazonas deflagrou a Operação Tormenta e desarticulou um esquema milionário de agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro que atuava no estado. Entre os alvos estão empresários, cobradores e até um funcionário de igreja, todos suspeitos de integrar a organização criminosa.


As investigações tiveram início há cerca de um mês, quando uma das vítimas procurou a polícia relatando estar sendo ameaçada por integrantes de grupos ligados à agiotagem. A partir da denúncia, os investigadores identificaram que os criminosos atuavam de forma estruturada, oferecendo empréstimos clandestinos com juros abusivos que superavam 50% do valor da dívida a cada mês.


Servidoras públicas como alvo


Segundo a apuração, o grupo escolhia preferencialmente servidoras públicas que atuavam no Tribunal de Justiça do Amazonas e no Tribunal de Contas do Estado. As vítimas eram pressionadas a pagar valores elevados e, quando não conseguiam quitar as dívidas, tinham bens tomados de forma compulsória.


Além das extorsões, os investigados se apropriavam de veículos, joias, eletrônicos, imóveis, documentos pessoais e cartões bancários. Em alguns casos, chegaram a administrar aplicativos bancários das vítimas para se beneficiar diretamente dos vencimentos.


Para ocultar a origem ilícita dos valores, o grupo criava empresas de fachada, utilizadas para movimentar e dissimular os recursos obtidos com as atividades criminosas.


As investigações também apontaram que os suspeitos pretendiam alvejar veículos oficiais do Tribunal de Justiça e realizavam monitoramento das vítimas, inclusive nas proximidades das sedes do Judiciário e do Ministério Público.


Durante a operação, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva, 20 mandados de busca e apreensão e 17 ordens judiciais de bloqueio de ativos financeiros em contas bancárias de investigados e empresas vinculadas ao grupo.


Foram apreendidos 30 veículos de alto padrão, R$ 17 mil em espécie, cinco armas de fogo, centenas de munições de diversos calibres, documentos de identidade e CNHs de vítimas, além de computadores, celulares e contratos fraudulentos que simulavam compra de imóveis usados como garantia das dívidas.


Foram presos Rick dos Santos Brandão; Paulo Sérgio Ramos Pacheco; Wallace Matos dos Santos; Elton Campos Cardoso; Ikaro Michel Pessoa; e Jackson Josué Farias Carvajal.


Seguem foragidos Gustavo da Silva Albuquerque; Buno Luan Oliveira Vazquez; e Ismael Geandre Souza Azevedo.


Os investigados responderão por associação criminosa, usura, extorsão, roubo majorado, falsidade ideológica, porte e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito, falsa identidade e lavagem de capitais.



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