'Operação Sanguessuga': 28 investigados por fraude milionária de documentos no Detran-AM vão para o banco dos réus
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Por Juca Queiroz - Redação
Jornalista MTB 088/DRT-AM
Foto: Divulgação/Detran-AM
28 pessoas investigadas presas durante a Operação Sanguessuga, começaram a ser julgados nesta terça-feira (11). Entre os réus estão servidores, estagiários, colaboradores e despachantes ligados ao Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM).
As audiências de instrução e julgamento estão previstas para ocorrer entre 11 e 13 de março, quando serão analisadas as provas reunidas durante a investigação.
As investigações conduzidas pela Polícia Civil do Amazonas identificaram um esquema de fraude relacionado à emissão irregular de documentos de veículos beneficiados por incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus.
De acordo com a apuração, veículos que recebiam isenção de impostos como ICMS e IPI deveriam permanecer por determinado período circulando apenas na região da Zona Franca.
No entanto, segundo a polícia, documentos eram emitidos de forma fraudulenta sem a restrição de circulação, permitindo que veículos de alto valor fossem enviados para outros estados.
As investigações apontam que, o esquema teria movimentado centenas de veículos, causando um prejuízo estimado em aproximadamente R$ 30 milhões aos cofres públicos.
Conforme as apurações, servidores do Detran-AM e despachantes teriam facilitado a liberação irregular dos documentos mediante pagamento de propina
Veículos, documentos e equipamentos foram apreendidos
Durante a operação policial, foram apreendidos mais de 30 veículos, milhares de documentos e equipamentos eletrônicos.
Também foram encontrados lacres de placas, que segundo a investigação eram comercializados ilegalmente e utilizados por grupos envolvidos em clonagem de veículos.
Investigação apontou fraude em vistorias
Outro ponto identificado pela polícia foi a suspeita de irregularidades no processo de vistoria veicular.
Segundo os investigadores, o esquema permitia a liberação de veículos que não apresentavam condições adequadas de circulação, mas que acabavam sendo regularizados no sistema.
Réus respondem por diversos crimes
Os investigados foram denunciados por diversos crimes, entre eles:
Associação criminosa
Corrupção ativa e passiva
Falsidade ideológica
Inserção de dados falsos em sistema público
Crimes contra a ordem tributária
Lavagem de dinheiro
receptação e uso de documento falso
Caso as acusações sejam confirmadas pela Justiça, as penas podem ultrapassar 20 anos de prisão.
Operação também gerou investigação federal
A investigação foi conduzida inicialmente pela Delegacia Especializada em Roubos e Furtos de Veículos da Polícia Civil, coordenada pelo delegado Cícero Túlio.
Parte das provas reunidas foi compartilhada com a Polícia Federal, que posteriormente deflagrou a Operação Francamente, em 2021, para aprofundar as apurações sobre o esquema.
















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