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Motoristas de aplicativo protestam em Manaus contra projeto que pode aumentar taxas

  • Foto do escritor: Portal Memorial News
    Portal Memorial News
  • há 5 dias
  • 2 min de leitura

Por Juca Queiroz - Redação

Jornalista MTB 088/DRT-AM

Foto: Divulgação


Motociclistas e motoristas que atuam por meio de plataformas digitais realizaram uma manifestação na manhã desta terça-feira (14), na Avenida das Torres, Zona Norte de Manaus, contra um projeto de lei que, segundo a categoria, pode reduzir significativamente os ganhos dos trabalhadores.


O protesto faz parte de uma mobilização nacional e reuniu motoristas de carros e motocicletas, que se concentraram na via e seguiram em carreata por outros pontos da cidade, incluindo a Assembleia Legislativa.


De acordo com representantes do movimento, a principal preocupação é com a proposta de regulamentação que não estabelece limites claros para as taxas cobradas pelas plataformas.


“Hoje essas taxas já chegam a 30% ou até 45%. Com o texto como está, pode chegar a 50% em algumas corridas”, afirmou Antônio Lima, um dos representantes da categoria.


Os motoristas também criticam a possibilidade de mudanças no modelo de remuneração, que poderia deixar de ser baseada na quilometragem e passar a considerar o tempo de serviço.


Segundo eles, isso pode impactar diretamente nos custos operacionais, como combustível, manutenção e desgaste do veículo.


A categoria afirma que os custos para trabalhar são elevados, incluindo aluguel de veículos, combustível e manutenção. Muitos motoristas relatam dificuldades financeiras e até endividamento.


A manifestação provocou congestionamento intenso na Avenida das Torres, uma das principais vias da capital. Motoristas foram orientados a evitar o local durante o ato. A Polícia Militar do Amazonas acompanhou a mobilização para garantir a segurança e a organização do trânsito.


Os manifestantes também cobram maior participação nas discussões sobre o projeto, incluindo a realização de audiências públicas nos estados. A categoria afirma que não é contra a regulamentação da atividade, mas pede ajustes no texto para evitar prejuízos aos trabalhadores e garantir a continuidade do serviço.



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