Ministro Alexandre de Moraes abre inquérito contra Adail Filho após apreensão de R$ 1,2 milhão em dinheiro vivo
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Por Juca Queiroz - Redação
Jornalista MTB 088/DRT-AM
Com informações do SCO/STF
Foto: Arquivo/Agência Câmara
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um inquérito para investigar o deputado federal Adail Filho (MDB-AM) por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro.
A decisão tem como base a apreensão de R$ 1,2 milhão em espécie no aeroporto de Brasília, registrada em maio do ano passado. Passou a ser relacionada pela Polícia Federal ao parlamentar e a possíveis irregularidades envolvendo contratos públicos no município de Coari, no Amazonas.
A polícia encontrou dinheiro com empresários ligados à prefeitura de Coari
Segundo informações divulgadas pela revista Veja, a polícia apreendeu o valor com três empresários do Amazonas. As empresas ligadas ao grupo mantinham contratos com a Prefeitura de Coari, administrada por Adail Pinheiro, pai do deputado investigado.
A principal linha de apuração da PF é de que os recursos possam estar ligados a um esquema de fraudes em licitações, mecanismo utilizado pela administração pública para contratar serviços e adquirir bens.
A suspeita é de que recursos públicos oriundos de emendas parlamentares destinadas por Adail Filho ao município tenham abastecido parte desses contratos.
Investigação mira corrupção e lavagem de dinheiro
O novo inquérito no STF deve aprofundar a apuração sobre possíveis crimes relacionados à destinação de verbas públicas e à movimentação financeira considerada atípica.
Entre os pontos que a investigação apurará, estão suspeitas de corrupção envolvendo contratos públicos, lavagem de dinheiro por meio de circulação irregular de recursos e fraudes em processos licitatórios.
Segundo a investigação, Coari recebeu “vultosos recursos públicos” por meio de emendas parlamentares, o que levantou alerta sobre o destino final dos valores e a eventual utilização para beneficiar empresas ligadas ao grupo investigado.
Caso amplia pressão sobre uso de emendas parlamentares
O avanço da apuração reforça o debate sobre fiscalização de emendas parlamentares e o controle sobre a aplicação de recursos federais enviados a municípios.
Nos bastidores de Brasília, o tema ganhou ainda mais relevância diante do aumento da pressão sobre mecanismos de transparência e rastreabilidade do uso do dinheiro público, especialmente em contratos firmados com empresas privadas.
















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