Justiça italiana autoriza extradição de Zambelli por porte ilegal de arma
- Portal Memorial News

- 16 de abr.
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Da Redação - Memorial News
Via Agência Estado
Foto: Luiz Marques/EBC
A Justiça italiana aceitou, pela segunda vez, nesta quinta-feira (16), o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, apresentado pelo governo brasileiro. Desta vez, a decisão está relacionada ao porte ilegal de arma. A informação foi confirmada pelo embaixador do Brasil em Roma, Renato Mosca de Souza.
No ano passado, o STF (Supremo Tribunal Federal) condenou Zambelli por ter perseguido de arma em punho um homem pelas ruas de São Paulo, em 2022. Esta foi a segunda condenação da ex-deputada a se tornar definitiva no Supremo.
Os crimes foram cometidos um dia antes do segundo turno das eleições de 2022, quando Zambelli sacou uma arma de fogo e perseguiu o jornalista Luan Araújo pela rua e dentro de uma lanchonete, onde ele tentou se proteger.
A perseguição começou após Zambelli e Luan terem trocado provocações durante um ato político no bairro dos Jardins, em São Paulo.
A primeira condenação da ex-parlamentar, a 10 anos de prisão, está relacionada à invasão dos sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Neste caso, a Justiça italiana também decidiu por sua extradição.
Zambelli está presa desde julho do ano passado em uma das maiores unidades carcerárias da Itália, que abriga mulheres em regimes de média e alta segurança, com capacidade projetada para 260 internas.
Fuga para Itália
Zambelli deixou o Brasil em 5 de junho de 2025. Viajou primeiro para os Estados Unidos e chegou à Itália vindo de Miami no dia imediatamente posterior à emissão da sentença do Supremo Tribunal Federal brasileiro com a ordem de sua prisão.
O timing não passou despercebido pelos magistrados italianos. A Corte registrou na sentença que a ex-deputada aproveitou uma janela em que o alerta vermelho da Interpol — a chamada Red Notice — ainda não havia sido inserido nos sistemas de controle dos aeroportos italianos. Por isso, ela cruzou a imigração sem ser detectada.
Após entrar na Itália, Zambelli permaneceu foragida por semanas. A polícia judiciária italiana concluiu, com base em investigações, que ela desfrutou de uma rede de suporte para sua latitância — termo técnico utilizado no documento para definir a estrutura montada para mantê-la em fuga.
No primeiro julgamento, a existência dessa rede tornou-se um dos principais argumentos da Corte para negar os sucessivos pedidos de liberdade apresentados pela defesa. Para os juízes, a rede demonstrava um risco “concreto e atual” de nova fuga, caso Zambelli fosse solta.
















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