Delegado Pablo aceita desafio e prova que ex-governador Wilson Lima teve culpa nas mortes por Covid-19 no Amazonas
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Por Juca Queiroz - Redação
Jornalista MTB 088/DRT-AM
Fotos: Reprodução/Instagram
MANAUS/AM - O candidato a deputado federal do Amazonas, delegado Pablo, aceitou o desafio feito por Wilson Lima, para provar que o governo do Amazonas tem culpa nas mortes causadas pela Covid-19, na capital e no interior do Estado.
Ontem (18), Wilson postou um vídeo nas redes sociais onde diz que é vítima de “fake news”. Com documentos em mãos, Pablo relembrou o dia 14 de janeiro de 2021, quando o Amazonas enfrentou a crise da falta de oxigênio.
Pedido de intervenção federal
Na época, Pablo era deputado federal e entrou com pedido de intervenção no governo de Wilson Lima. O motivo seriam as mortes nos hospitais por causa da falta de oxigênio.

“As mortes aconteceram por incompetência do governo de Wilson Lima, e eu posso provar”, disse Pablo em vídeo postado nas redes sociais.
De acordo com o ex-deputado federal, a empresa White Martins, que fornecia oxigênio hospitalar ao Estado, informou sobre o aumento no consumo do gás e o risco de desabastecimento.

“Sabe o que fez Wilson Lima? Deu um calote de mais de R$ 5 milhões na empresa. Ele sabia do risco da falta de oxigênio e não fez nada”, criticou Pablo.
Pacientes morreram sufocados
Cenas de pavor em alas de hospitais lotados e medo de morrer longe da família estão fizeram com que doentes infectados com Covid-19 fujam de hospitais e unidades de saúde de Manaus e até peçam para "morrer em casa".
Naquele fatídico 14 de janeiro de 2021, o Amazonas viveu o pior momento durante a epidemia de Covid-19, quando colapsou o fornecimento de oxigênio hospitalar em unidades de saúde e houve relatos de mortes de pacientes por asfixia. O pânico fez com que centenas de pessoas se aglomerassem nas portas de empresas que produzem oxigênio hospitalar de Manaus em busca de um cilindro do produto para os seus familiares.
O caos no sistema de saúde do Amazonas chamou a atenção do Brasil todo, após os relatos de mortes por asfixia em unidades de saúde do estado.
No dia 14, o governador Wilson Lima (PSC) decretou toque de recolher na cidade como forma de diminuir o avanço da doença. Ao mesmo tempo, o Ministério da Saúde iniciou a transferência de pacientes internados no Amazonas para outros estados.
Apesar do envio de cilindros e tanques de oxigênio, a situação não foi normalizada, além de se agravar em municípios do interior. A Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), a lotação dos leitos de UTI em Manaus chegou em 98%. A taxa de ocupação de leitos clínicos foi de 92,8%.
Familiares buscando desesperadamente cilindros de oxigênios para os pacientes internados, enquanto médicos transportavam cilindros nos próprios carros para levar aos hospitais e parentes formando longas filas em frente às distribuidoras foram algumas das cenas que deixaram o país perplexo. Em meio a esse ambiente caótico, os pacientes morriam asfixiados, sem oxigênio. Artistas e empresas de diversas partes do país se mobilizaram para enviar o insumo à cidade.

No final, o estado do Amazonas teve no total acumulado de mortes confirmadas por COVID-19, 14.561 óbitos, desde o início da pandemia em março de 2020, conforme dados oficiais consolidados pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM).

Diante da falta do gás, o caos se instalou nos hospitais. “Bebês, jovens e idosos morreram sufocados, sem ar”, relembrou. (Foto: Bruno Kelly/Arquivo Reuters).
Ao final do vídeo, Pablo disse que a justiça será feita e que o povo do Amazonas não esqueceu o caos vivido na pandemia.
VEJA O VÍDEO NA ÍNTEGRA:
Resposta
A reportagem entrou em contato com a assessoria do ex-governador para comentar o vídeo de Pablo e até o fechamento da matéria, não obteve resposta. O espaço está aberto para qualquer direito de resposta.
VEJA NA ÍNTEGRA RESPOSTA DO OFÍCIO ENVIADA PELA EMPRESA WHITE MARTINS:




















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