top of page

CPI do Crime Organizado rejeita relatório que pedia indiciamento de ministros do STF

  • Foto do escritor: Portal Memorial News
    Portal Memorial News
  • 14 de abr.
  • 2 min de leitura

Da Redação - Memorial News

Via Agência Estado

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado


A CPI do Crime Organizado rejeitou, nesta terça-feira (14), o relatório apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE). A derrota ao conteúdo foi confirmada em um placar de 6 contrários e 4 a favor, e se deu depois de uma atuação do governo para trocar nomes da CPI.


A condução se deu para rejeitar o pedido de indiciamento do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e de três ministros do STF (Supremo Tribunal Federal): Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.


Vieira considerou que os magistrados deveriam responder por crimes de responsabilidade e tiveram condutas incompatíveis com as funções que exercem. Mas a posição acabou rejeitada.


O texto chegou a ser defendido por oposicionistas. Mas foi duramente criticado no Supremo e por parlamentares da base do governo Lula.


Gilmar Mendes considerou que o relatório representava um “erro histórico”, sem base legal, e considerou que a CPI ultrapassou competências que cabiam à comissão.


A colocação chegou a ser rebatida por Alessandro Vieira durante a comissão. O senador defendeu a competência em propor o indiciamento como uma questão democrática e considerou a reação de ministros como uma ameaça à cassação do mandato.


“A CPI investigou, diagnosticou e propôs. Os indiciamentos contra ministros são medida inédita e historicamente necessária. O que representa que nenhum agente público, por mais qualificada a posição, está acima da Lei”, defendeu. “Aqui tem opinião jurídica de um senador da República”, apontou em outro momento.


Em outra frente, governistas estranharam que o relatório cite ministros, mas tenha deixado de fora o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Na avaliação de parlamentares, a escolha foi pessoal, em vez de responder ao combate do crime organizado no país.


“Eu fiquei perplexo, porque não indiciou o dono do Master e ninguém ligado ao crime organizado”, afirmou Carvalho. O senador também considera que o texto poderia ter abordado outros nomes e vê um movimento político ao escolher ministros do Supremo.


O líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA), disse considerar que a inclusão de ministros, conforme definido por Vieira, fugiu do foco de investigação da CPI. “Não era esse o centro. Era uma lateralidade”, disse. “Fez um desvio para chegar a um lugar que, na minha opinião, é impróprio”, completou.


Troca que garantiu resultado


A derrota do relatório foi confirmada depois de uma ação do governo para alterar nomes da CPI. Dois parlamentares do PT ocuparam vagas de oposicionistas para garantir o placar dentro da comissão.


O senador Beto Faro (PT-PA) passou a substituir Sergio Moro (PL-PR), e a senadora Teresa Leitão (PT-PE) entrou no lugar de Marcos do Val (Avante-ES).


Nos bastidores, a mudança foi vista como uma forma de garantir que o relatório de Vieira seria derrotado.

Comentários


2840829212460406419.png

Anuncie Conosco

16586903512993078937.jpg
banner-bemol-farma.avif
SELECAO-1280X720-6.webp
expediente plub.jpg
reuters-logo-white.png
idJkrtlFE9.png
ef18f89b27240567f8797ff0ea8b7974.jpeg
exp.jpg
bottom of page