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Combate aos narcoterroristas: EUA avisam América Latina que estão prontos para lançar “ofensiva solo” contra os cartéis

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  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Da Redação - Memorial News

Por Agência EFE

Foto: Pete Hegseth. EFE/Arquivo/WILL OLIVER



Miami (EFE) - O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, avisou nesta quinta-feira os governos latino-americanos que seu país está pronto para lançar sozinho uma “ofensiva” militar contra os cartéis, razão pela qual lhes pediu que combatam os “narcoterroristas”.


“Os Estados Unidos estão preparados para abordar estas ameaças e ir sozinhos para a ofensiva, se necessário. No entanto, é nossa preferência e é a meta desta conferência que, no interesse da vizinhança, façamos tudo junto com vocês, com nossos vizinhos e aliados”, declarou Hegseth em um discurso em Miami.


O secretário liderou a conferência inaugural das ‘Américas contra os cartéis’ na sede do Comando Sul dos Estados Unidos (Southcom), na Flórida, onde reafirmou que a nova Doutrina Monroe ou ‘Donroe’ do presidente Donald Trump justifica ataques militares contra narcotraficantes na América Latina.


Hegseth disse aos convidados, representantes militares e de segurança da maioria dos países da região, com exceções como México, Colômbia e Brasil, que devem “partir para a ofensiva contra os narcoterroristas”.


“Apenas começamos a trabalhar com vocês. Vocês devem fazer mais e nós devemos fazer mais para atacar os grupos narcoterroristas em todas as áreas. Desmantelaremos as redes de narcoterroristas neste hemisfério e negaremos o acesso aos adversários estatais que os apoiem”, destacou.


A conferência ocorre dias depois da primeira operação militar conjunta dos Estados Unidos e Equador contra organizações “narcoterroristas” no país sul-americano, após uma visita esta semana de Francis Donovan, comandante do Southcom.


Além disso, o governo Trump bombardeou 44 embarcações supostamente ligadas ao narcotráfico no Pacífico e no Caribe desde setembro do ano passado, o que deixou pelo menos 150 mortos, no âmbito da operação ‘Lança do Sul’.


“Somos seu parceiro principal para trabalhar, junto e através de suas nações, para alcançar objetivos compartilhados, mas quando for necessário, não hesitaremos em agir”, alertou o comandante Donovan.


Hegseth justificou suas ações em alegações como que “mais de um milhão de americanos” morreram por overdose de fentanil, cocaína e outras drogas durante o governo de Joe Biden (2021-2025), ou que a indústria do tráfico humano “explodiu” em 2.000%, atingindo um valor de US$ 13 bilhões em 2022.

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