"Coisa de moleque": Ministros do STF ficam indignados com vazamento de reunião: Pressão política fez Supremo tirar Toffoli do caso Master
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"Coisa de moleque": Ministros do STF ficam indignados com vazamento de reunião: Pressão política fez Supremo tirar Toffoli do caso Master

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  • há 2 horas
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Ministro tinha 8 votos a seu favor e só Fachin e Cármen Lúcia sinalizavam ser contrários, mas prevaleceu sugestão de Flávio Dino para uma nota pública com todos apoiando Toffoli e uma troca na relatoria da investigação. (Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF


Por Juca Queiroz - Redação

Com informações do Poder 360


Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ficaram indignados com o vazamento da reunião secreta que decidiu, na quinta-feira, pela saída de Dias Toffoli da relatoria das investigações do caso do Banco Master na Corte. Um magistrado chegou a classificar a revelação das conversas reservadas como “coisa de moleque”.


Reportagem do site Poder360 reproduziu falas na íntegra atribuídas aos ministros do STF durante a reunião realizada na noite dessa quinta-feira. Os diálogos publicados pelo portal mostram que sete ministros (Alexandre de Moraes, André Mendonça, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Nunes Marques) estavam a favor da permanência de Toffoli à frente da relatoria do caso Master, enquanto outros dois (Cármen Lúcia e Edson Fachin) fizeram ressalvas.


Ao ser questionados pelo GLOBO, alguns ministros questionaram o conteúdo dos diálogos divulgados pelo Poder360. Um integrante do STF disse que há coisas “muito diferentes” nas conversas.


Outros magistrados passaram a criticar e a questionar Toffoli, que afirmou ao jornal Folha de S.Paulo que não gravou a reunião. “Eu não gravo e não fico relatando conversa de ministros. Não relato conversas pessoais nem institucionais. Nunca gravei uma conversa na minha vida”, disse Toffoli.


De acordo com integrantes do STF, na reunião não havia auxiliares ou técnicos, mas somente os dez membros que atualmente compõem o tribunal. Ministros dizem que o vazamento agrava o ambiente de desunião que já estava sendo observado na Corte, com desconfianças internas e semelhante ao que havia antes da pandemia, quando os magistrados travavam disputas públicas.


Como nova crise de Toffoli caiu para outros ministros do STF


Ministros do STF estão cautelosos após a revelação de que o celular de Daniel Vorcaro tem mensagens entre ele e Dias Toffoli, seguida pela admissão, pelo próprio ministro, de que recebeu dinheiro de uma empresa que fez negócios com um fundo controlado pelo cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel.


Os integrantes da Corte ainda não receberam o relatório da Polícia Federal que trata da relação entre Dias Toffoli e o dono do Banco Master e Zettel, mas pelo menos um deles, longe de ser um dos mais críticos a Toffoli, tem dito que o colega deveria ter informado antes sobre seu vínculo empresarial.


Toffoli admite ser sócio da Maridt ao lado de dois de seus irmãos, José Eugênio e José Carlos Dias Toffoli. Em registros públicos, no entanto, o nome do ministro não aparece ligado à empresa. Em 2021, a Maridt vendeu uma participação de 33% que tinha no resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), ao fundo Arleen, então controlado por Fabiano Zettel.


Relator do caso Master no Supremo, o ministro reconheceu ter recebido dinheiro nessa transação, enquanto sócio da Maridt. Toffoli afirmou que o pedido de declaração de suspeição feito pela PF contra ele envolvendo o banco está baseado em “ilações”.





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