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Chacina: Suspeito de matar três pessoas e ferir gravemente outra no bairro São Jorge, é preso em Manaus

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    Portal Memorial News
  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

Por Juca Queiroz - Redação

Jornalista MTB 088/DRT-AM

Foto: Divulgação/PC-AM


MANAUS/AM - Um homem identificado como Ezenilson Silva de Sousa, foi preso suspeito da chacina que deixou três pessoas mortas e uma sobrevivente na manhã desta segunda-feira (17), na Travessa Arthur Bernardes, próximo à avenida São Jorge, zona Oeste de Manaus. Entre as vítimas está Guilherme Pereira Lima Filho, de 66 anos, professor da Faculdade de Educação (Faced) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).


Em entrevista coletetiva à imprensa, a Polícia Civil do Amazonas detalhou nesta terça-feira (18), a investigação sobre a chacina ocorrida no bairro São Jorge. O crime deixou três pessoas mortas e uma quarta gravemente ferida. O principal suspeito foi preso horas após o ataque e, segundo os investigadores, confessou a autoria.


De acordo com a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), o homem teria ido até o imóvel em busca de dinheiro. Ele estaria com uma dívida de aproximadamente R$ 16 mil com agiotas e acreditava que o ex-sogro, identificado como Francisco, poderia ajudá-lo financeiramente.


Segundo o delegado responsável pelo caso, o homem permaneceu dentro do imóvel por cerca de duas horas e meia. As imagens também ajudaram os investigadores a identificar características semelhantes entre o suspeito, a motocicleta, o capacete e uma bolsa que ele carregava. O delegado informou ainda que, durante a apuração foram descartadas hipóteses que chegaram a circular nas redes sociais, como crime relacionado a ritual satânico ou atuação de facção criminosa.


Conforme o depoimento obtido pela polícia, o alvo inicial era Francisco, que teria ajudado financeiramente o suspeito em outras ocasiões. Naquele dia, porém, houve uma discussão após o pedido de dinheiro. O suspeito estava armado com um martelo que carregava dentro da bolsa. Durante o confronto, ele golpeou Francisco diversas vezes.


Os gritos fizeram com que outras pessoas que estavam no imóvel fossem até o local. A filha de Francisco, identificada como Isabel, também foi atacada e ficou gravemente ferida. Em seguida, o professor universitário Guilherme, que morava em outro andar do imóvel, foi até o local ao ouvir a movimentação e também acabou sendo atingido. Ele não resistiu aos ferimentos.


Outra vítima, identificada como Dilma, também teria subido ao imóvel após ouvir os gritos e foi atacada. Ela sobreviveu, mas permanece hospitalizada em estado grave.


Depois dos ataques, o homem teria continuado dentro da residência à procura de dinheiro. A polícia afirma que ele encontrou um pequeno cofre e uma quantia considerada baixa. Também foram levados celulares das vítimas. Durante as diligências, os investigadores conseguiram recuperar parte dos objetos e apreenderam a motocicleta, o capacete utilizado pelo suspeito e outros materiais que podem ajudar na investigação.


A polícia conseguiu localizar o suspeito ainda no mesmo dia. Segundo os investigadores, ele foi preso no início da noite, aproximadamente 12 horas após o crime.


Durante o interrogatório, conforme a DEHS, o homem admitiu a autoria e relatou detalhes da invasão e dos ataques. A polícia também informou que ele não possuía antecedentes criminais conhecidos. Os investigadores afirmaram que ele chegou a considerar fugir após o crime, mas decidiu permanecer em Manaus por causa do filho, que está no espectro autista.


Apesar da confissão, a Polícia Civil informou que as investigações continuam. Os investigadores ainda apuram informações relacionadas à dívida com agiotas e não descartam completamente a possibilidade de que outras pessoas possam estar envolvidas no contexto do crime.


O delegado afirmou que o suspeito mencionou possuir dívidas com mais de um agiota, mas não revelou à polícia quem seriam essas pessoas. A arma utilizada no crime também foi descartada pelo suspeito após a fuga e continua sendo procurada pelas equipes.


A Polícia Civil destacou ainda o trabalho conjunto com a Polícia Militar, que realizou o isolamento do imóvel para preservar o local e permitir a coleta de vestígios. Segundo as forças de segurança, a resposta ocorreu em menos de 12 horas.


As investigações devem continuar até a conclusão do inquérito e o esclarecimento de todos os detalhes da chacina. Apesar da confissão, a Polícia Civil informou que as investigações continuam. Os investigadores ainda apuram informações relacionadas à dívida com agiotas e não descartam completamente a possibilidade de que outras pessoas possam estar envolvidas no contexto do crime.



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