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A burrice endêmica do eleitorado, a teoria do caos do Coringa e o salto patrimonial do vereador Sargento Salazar de R$290 mil para R$ 2,2 milhões

  • Foto do escritor: Portal Memorial News
    Portal Memorial News
  • 9 de dez. de 2025
  • 4 min de leitura

Por Juca Queiroz - Redação

Jornalista MTB 088/DRT-AM

Foto: Ilustração


No filme Batman - O Cavaleiro das Trevas, o Coringa queima o dinheiro num ato calculado para provar um ponto sobre o caos, a natureza humana e a fragilidade da economia criminosa da qual a cidade depende. É simbólico, tático e ideológico, tudo ao mesmo tempo. Ao destruir o dinheiro da máfia, ele elimina o principal incentivo — o lucro — que organiza a atividade criminosa. Ele quer mostrar que seus métodos e objetivos não visam o ganho, mas sim o poder e a transmissão de uma mensagem. Quando os criminosos percebem que o lucro não os protege mais, suas prioridades e sua coesão se desfazem.


O Coringa se apresenta como um agente do caos. Queimar dinheiro dramatiza sua rejeição às regras e valores da sociedade — o dinheiro como símbolo de ordem, contratos e controle. O ato sinaliza que ele não está jogando o jogo de sempre (subornos, acordos, território); ele quer redefinir as regras.


Bem, resumindo o título da matéria, relacionamos a teoria do caos do Coringa, com o salto patrimonial do vereador Sargento Salazar, com incompletos 12 meses de mandato. Usamos as definições 'confusão estratégica' e 'pensamento estratégico', juntadas à teoria do caos do personagem, para tentar explicar tamanha disparidade, já que a fortuna do vereador disparou de singelos R$ 290 mil, para R$ 2.270.000,00.


Alexandre da Silva Salazar, vereador mais votado de Manaus, eleito em 2024 com 22.594 votos, iniciou o primeiro ano de mandato cercado por uma polêmica que insiste em bater à porta: a discrepância entre os bens declarados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e aqueles apresentados posteriormente ao Diário Oficial do Legislativo Municipal (DOLM). O salto patrimonial ultrapassa R$ 1,9 milhão em um intervalo extremamente curto.



No registro de candidatura de 2024, disponível no sistema do TSE, Salazar informou ter um único bem: um apartamento localizado no bairro Flores, Zona Centro-Sul de Manaus, avaliado em R$ 290 mil. Nada além disso. Esse era, oficialmente, o patrimônio total do então candidato.


No entanto, ao assumir o mandato em janeiro deste ano e ao cumprir a exigência da Lei Orgânica do Município, que determina a apresentação dos bens no início da legislatura, o vereador listou à Câmara Municipal de Manaus (CMM), um patrimônio que chegou a R$ 2.270.000,00 — quase oito vezes maior que o informado meses antes ao TSE.



Entre os novos bens declarados no DOLM estão quatro veículos e uma casa de alto padrão financiada no condomínio Reserva dos Parques, avaliada em R$ 1,7 milhão. Também constam dois veículos Volkswagen Gol, ambos ano 2021 e avaliados em R$ 42 mil cada; um Volkswagen Nivus 2024, estimado em R$ 119 mil; e um Chevrolet Celta 2014, avaliado em R$ 30 mil. Somados ao apartamento declarado anteriormente, o patrimônio total salta para mais de R$ 2,2 milhões.


A legislação municipal exige que todos os vereadores divulguem seus bens no ato da posse e ao final do mandato, garantindo transparência e permitindo à sociedade acompanhar eventuais evoluções patrimoniais. O problema, no caso de Salazar, é que a evolução não foi gradual — foi abrupta. O aumento de quase R$ 1,9 milhão entre a campanha e o início do mandato, especialmente sem qualquer esclarecimento público, levanta questionamentos e pressiona o parlamentar a se manifestar.


A divergência também chama atenção porque, segundo o DivulgaCand, plataforma oficial utilizada nas eleições, o vereador declarou possuir apenas o apartamento. Nenhum veículo, nenhuma casa, nenhum financiamento — nada próximo ao que foi registrado depois pela Câmara Municipal.


ESTRATÉGIA


A "burrice endêmica" não é um termo técnico, mas uma expressão idiomática usada para descrever a persistência de comportamentos ou decisões tolas, estúpidas ou irracionais em um grupo, sociedade ou contexto político, como se fosse uma doença que se espalha ou uma característica inerente, implicando que a falta de inteligência ou sensatez é um problema constante e generalizado, muitas vezes visto em figuras públicas ou situações políticas.


Salazar tornou-se um 'arquiteto do caos', criando estruturas impensáveis para, não colaborar, mas detonar seus desafetos políticos, independente do ente federativo. Acostumado a 'batizar' seus adversários por apelidos medíocres, o vereador se apossou da burrice endêmica de parte do eleitorado, para intensificar seus ataques. Mas, ele mostra que sua ousadia não tem limites. Além disso, se diz instrumento da 'justiça', empregando em seu gabinete policiais militares, expulsos da corporação por má conduta, além de empregar também um 'ex-traficante', como ele mesmo diz em um vídeo divulgado em suas redes sociais. Tudo para fazer 'justiça' com os seus 'brothers'.


Salazar vai ao desencontro de tudo que a Justiça prega a olhos nus, mas uma coisa nos intriga: como alguém, que age como uma verdadeira 'espingarda incendiária', indo contra tudo e contra todos, tem o brilhante pensamento estratégico de salvaguardar seu patrimônio e seus bens que só aumentam?


Em resumo, a confusão estratégica é o oposto do pensamento estratégico, que busca clareza, foco e ação intencional para construir o futuro, em vez de reagir ao caos do presente. Isso, Salazar faz bem! ah, se faz...









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